Trident quer dobrar produção em Pampo e Enchova

Companhia pretende chegar aos 40 mil bpd no curto prazo, informou o CEO Jean-Michel Jacoulot em comunicado

Trabalhadores na plataforma PPM-1, no campo de Pampo (Créditos: Trident Energy)

A Trident Energy pretende dobrar sua produção de petróleo no curto prazo, informou o CEO da companhia, Jean-Michel Jacoulot, em comunicado publicado na segunda-feira (27/9). A meta da companhia é atingir os 30 mil bpd até o final deste ano, “mas vemos várias oportunidades de aumentar para além desse nível, com um objetivo de 40 mil bpd no curto prazo”, disse o executivo no comunicado.

Para atingir esse volume, a Trident afirma que irá implantar no Brasil a mesma metodologia usada nos ativos operados pela companhia na Guiné Equatorial, como as estratégias de otimização da produção e perfuração. “Isso levou a nossa primeira campanha de perfuração em Elon [campo raso da Guiné Equatorial] em 2021”, afirmou Jacoulot.

No Brasil, a Trident é a operadora de Pampo e Enchova, conjunto de 10 campos localizados na Bacia de Campos. Desde a aquisição dos ativos, em julho de 2019, a companhia afirma que vem realizando a atualização das instalações por meio de uma “extensa campanha de integridade” e retrabalho do subsolo, além de vários projetos de otimização “que estão prestes a ser implementados”, ainda segundo o comunicado.

De acordo com as informações mais recentes do Painel Dinâmico de Produção de Petróleo e Gás Natural da ANP, a Trident produziu, em média, cerca de 21 mil bpd no Polo de Pampo e Enchova entre janeiro e agosto deste ano. Recentemente, a companhia conseguiu a prorrogação da fase de produção dos 10 campos, cujos contratos expiram entre 2042 e 2052.

Produção da Trident como operadora no Brasil (Créditos: Painel Dinâmico de Produção de Petróleo e Gás Natural da ANP)

Futuro

No final do comunicado, que foi redigido em comemoração aos cinco anos de operação da empresa, o CEO da Trident menciona a criação de possíveis subsidiárias. “Somos bem conhecidos, respeitados, confiáveis ​​e provamos nossa capacidade como operadores de ativos de meia-idade em profundidades de água de até 800 m. Mas precisamos olhar para o futuro (…) Mais do que nunca, temos o conhecimento técnico, a capacidade financeira, a disposição e o apoio de nossos acionistas para oferecer mais crescimento, mais subsidiárias e mais projetos”, finalizou Jacoulot.

Fonte: Petróleo Hoje

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